Março de 2009 por Will Lukazi

''Já fui Caminho, já fui Paisagem e hoje eu sou Destino ''

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segunda-feira, 15 de setembro de 2014.




Sem muitas palavras, e quanto menos, menos armadilhas teremos. O olhar estica-se até o horizonte. O sol, os raios, a quietude das montanhas e tudo me inspira a sentir o murmúrio das coisas brandas, cujo vento as tornam inspiradoramente suspensas. Um brado, um grito, um espírito, uma pata felina selvagem que rompe a estrada e absolutamente nada me desliga dessa nuvem pulsante de sentimentos e reflexões que sempre vão um pouco mais adiante, um pouco mais em frente e me alcançam com garras, pêlos, desejos e dentes.
Como herança me deixaram veias com larva vulcânica dentro, um coração montanha, sentinela de um bosque perdido que apenas em fúria é ouvido, que faz do estrondo teu grito de existência, teu rugido máximo em busca de oxigênio, mesmo mínimo. Fumaça que alcança o espaço e aí sim, e só assim é visto. Tudo é questão de saberem com que estão lidando e pronto e prantos e pontes e puuulem !
Preservo meus dias não com o que vejo, mas com o que sinto. Eu, escudo de mim mesmo, espada de mim mesmo. Minha maior medalha em campo de batalha é quando entendo que sou fraco o suficiente, que preciso de mais uma lança, de mais um braço, de mais um dedo anelar reluzente.
Sem muitas palavras, as deixo amortecidas, caladas, umedecidas em um canto. Não é preciso muitas delas quando tudo já está soletrado em linha firme, em papel bonito de caligrafia sísmica...abalo garantido em algum ponto deste mar perdido corpo adentro.
Por favor, calem-se! Preservem o silêncio! O único barulho bem-vindo é do peito__sinal de vida ou de mera existência: Preferência à vista!!!






3 Comentários:

Van disse...

Cada vez que leio um texto seu, corro o risco de asfixia. Seus textos me sustém a respiração, tamanha a eloquência, beleza e carga emocional que você coloca neles.

Continue preservando os seus dias com o que sente, nós daqui, quase sem fôlego, o aplaudimos de pé.

Hoje ambos passeamos pela selva, você encontrou um felino, eu um elefante quase ao mesmo tempo. Animalescas coincidências.

Beijos, Will

Will Lukazi disse...

Olá hipersensitiva Van! Tudo bem contigo?

Sofremos todos de Letramorfoses e Claustofoversos, minha amiga..srsrsr....talvez por isso a sensação real de falta de ar. É esse seu dom de mergulhar fundo naquilo que lê é que lhe impõe essa condição; é teus hipersentidos aguçados.
Encontrastes um elefante, amiga? Gostaria de saber mais sobre isso.

Um Super Beijo!

Thaise Moraes disse...

Oi Will, saudades do seu blog! Beijos da moreninha!

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