Março de 2009 por Will Lukazi

''Já fui Caminho, já fui Paisagem e hoje eu sou Destino ''

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segunda-feira, 28 de maio de 2012.






Nos primeiros dias a gente não sente absolutamente nada até que nos dias seguintes uma simpatia se forma ao redor dos corpos mesmo que nunca tenham se tocado__ é o prenúncio...é o início. A fuga será inútil.


Um enlace quase mágico e imperceptível de alma e névoa vai se formando e incrivelmente se alimentando de ausência, pois as coisas visíveis não são essenciais ali naquele momento. Os dias vão se passando e uma estranha sensação nos faz sentir algo parecido com uma saudade ainda em estado de larva, uma saudade de coisas que só aconteceram no pensamento. O tempo então vai se contorcendo até que os dias se tornem muitos. Com eles um detalhe, uma lembrança, um jeito único de se sentir bem, tipo uma esperança à solta, semelhante a um porto seguro e à prova de tempestades a esmo. 
Surgem novas estações, folhas caem das árvores, frutos amadurecem__ morrem ao chão ou são colhidos. Crianças e velhos usam blusas para se protegerem do frio e aí a gente realmente percebe que o Mundo está girando e as coisas acontecendo lentamente dentro da gente. Que sentimento é esse que captura nosso olhar e o faz ficar parado olhando para o vácuo e rindo bobo pelos cantos? Tudo está dormente, e anestesiado. Toda e qualquer impossibilidade não será bem-vinda e nem bem tratada naquele recinto. Ela já não terá poder sobre a gente. De repente a gente percebe e sabe que fomos pegos, que ainda estamos com medo, mas com um medo cada vez mais sabor cereja. Um sentimento que nos revela e nos faz descobrir que éramos apenas casulo e não sabíamos; que nos mostra nossas asas finalmente prontas para o vôo. Aí a gente se lembra daqueles primeiros dias e acha aquilo tudo engraçado. 
O que virá, talvez Deus ainda esteja Decidindo e Observando, mas A Mão Divina Sabe que nada é por acaso e isso pesa na hora da Escrita, talvez por isso Ele sempre Escreva Certo mesmo que estejam tortas as linhas.


Maktub!






7 Comentários:

Alien disse...

Adorei os termos que inventou "saudade em estado de larva", "medo sabor cereja" rs aliás, se todo medo fosse sabor cereja eu ia querer sentir sempre rs

Um beijo!!!

claudete disse...

Creio que isto se chama amor misturado com paixão , pode ser pela vida, pelas pessoas pelo que nos cerca ,mas de forma explicita pelo que nos toca o corpo e alma.

Van disse...

Super e genial Will,

Chegar aqui e te ler é experimentar a compreensão das coisas, as palavras devem ficar ansiando por serem arranjadas por você, pois sabem estar sendo orquestradas por quem melhor sabe descrever e tornar quase palpável, o etéreo, o intangível, o imprescindível.

Sempre ao te ler, penso que você nasceu antes de todas as coisas e viveu todas as coisas.

Eu juro que eu deveria vir mais aqui. Ahhh! Tempo ingrato que me castiga!

Mil beijos (de fã)

Will Lukazi disse...

Olá Alien! Tudo bem contigo?

srsrs...fico feliz que tenha gostado das expressões. Ah, e quem dera se todo medo tivesse realmente sabor cereja né...rssrsrsr.....Espero que sempre volte a esse nosso terreno.

Um Super Abraço!

Will Lukazi disse...

Olá Claudete! Tudo bem contigo?

Acho que você falou tudo e mais um pouco, amiga. Acho que você falou tudo...

Obrigado pela visita e pelo comentário.

Um Super Beijo!

Will Lukazi disse...

Olá amigo anônimo 1! Tudo bem contigo?

Feliz aqui que tenha gostado! Realmente inspiração eu tive, só não podia ter certeza de que iriam gostar. Fico feliz pelo resultado.
Obrigado por prestigiar nosso Blog.


Um Super Abraço!

Will Lukazi disse...

Olá Van! Tudo bem contigo?

Não sabe como fico aqui ao ler palavras vindas de uma escritora de tua sensibilidade, van. Muito obrigado pelo comentário. Saiba que você pode até demorar vir aqui, o que não pode é você não vir, tá bom.

Um Grande e Carinhoso Beijo no teu Coração.

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